O Modelo Touchpoints tem por base uma abordagem desenvolvimental e relacional. A primeira, sublinha que o desenvolvimento se caracteriza por regressões, surtos evolutivos e pausas, chamando-nos a atenção para que as regressões no comportamento das crianças podem causar desorganização nos pais. A abordagem relacional alerta-nos para que estes momentos de vulnerabilidade são períodos em que estão, simultaneamente, presentes risco (sentimento parental de fracasso, incompetência) e oportunidade (para a aprendizagem, relacionamento). Os profissionais, sublinha Brazelton, podem tocar no sistema familiar para acautelar o previsível stress vivido pela criança, por pais e filhos e entre adultos.
Os Touchpoints representam, assim, uma teoria dinâmica do desenvolvimento com implicações na mudança de práticas dos profissionais, oferecendo uma abordagem para o trabalho com crianças e famílias e para o desenvolvimento profissional e organizacional. De modo desafiante, o Modelo convida-nos a construir uma renovada maneira de pensar, ser, fazer, dizer, presente em toda a nossa intervenção, comunicação e interação com as famílias (Sparrow, 2010).
Cada Touchpoint constitui uma oportunidade para o profissional se unir aos pais, numa colaboração fundamental para a existência efetiva e eficaz de cuidados antecipatórios que, centrados nas forças parentais, promovem a sua ação, empoderando-a. Visa, deste modo, potenciar a competência parental na construção da relação pais-filhos e criar uma aliança entre os pais e os profissionais que fazem parte do seu sistema.
Neste caminho de transformação, inovação e aperfeiçoamento profissional, a formação em Touchpoints desafia-nos, continuamente, a pensar como criamos a nossa realidade e como podemos transformá-la. Trata-se de viabilizar uma transformação na nossa atitude, que nos aproxima da oportunidade maior de tocar a vida de crianças e suas famílias, contribuindo para o seu bem-estar e desenvolvimento!
Ana Teresa Brito, 2018
Excertos do artigo publicado nos Cadernos de Educação de Infância, nº 114, APEI
| Ofertas formativas |
Destinatários |
Número de horas de formação |
Nº de participantes |
Valor indicativo |
| Sensibilização ao Modelo Touchpoints |
Equipas de profissionais que convivem diariamente com crianças pequenas e suas famílias e que não tiveram qualquer formação em Touchpoints.
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Entre 6h a 12h de formação
Duração mínima de cada sessão de formação: 3h
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Máximo 30 participantes
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Valor/ hora 75 Euros
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| Curso Touchpoints em Educação de Infância |
Equipas constituídas por educadores de infância, auxiliares de ação educativa, amas e outros profissionais, a trabalhar em Creches, Creches familiares e Jardins-de-infância. |
Formação presencial:
21h Formação teórico-prática
9h Prática reflexiva com o objetivo de potenciar a integração efetiva do Modelo Touchpoints na intervenção/prática profissional
Feedback individual, via email, no âmbito das Práticas Reflexivas.
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Máximo 20 participantes
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Valor / hora 150 Euros
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| Curso Touchpoints em contextos de intervenção especializados |
Equipas de profissionais que intervêm diariamente com crianças pequenas e suas famílias - psicólogos, assistentes sociais, terapeutas, médicos, enfermeiros, educadores de infância, entre outros. |
Formação presencial:
21h Formação teórico-prática
9h Prática reflexiva com o objetivo de potenciar a integração efetiva do Modelo Touchpoints na intervenção/prática profissional
Feedback individual, via email, no âmbito das Práticas Reflexivas.
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Máximo 20 participantes
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Valor / hora 150 Euros
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| Supervisão |
Equipas de profissionais que já tenham realizado o Curso intensivo em Touchpoints ou Touchpoints em Educação de Infância. |
Formação presencial:
Entre 12h (mínimo) e 20h (máximo)
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Máximo 15 participantes
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Valor / hora 50 Euros
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Os valores apresentados são indicativos sendo enviado um orçamento final após o preenchimento do formulário.